Uni, duni, tê, salamê, minguê...

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Materiais a partir de textos da tradição oral

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Entrevista Alfaletrar

Oi, gente!

Passo para divulgar a entrevista que dei para a plataforma do Alfaletrar, projeto de iniciativa da professora Magda Soares, sobre alfabetização e letramento.

A entrevista, a pedido da professora líder do projeto na plataforma, Sonia Madi, aborda vários temas, como o papel das aprendizagens linguísticas, especialmente as letras do alfabeto; a pesquisa sobre o abecê nordestino e o que é essa história de Oficinas de Alfabetização.

Eu espichei muuuuuito as respostas (porque sou assim, espichada, como vocês sabem), mas fizeram uma ótima edição da entrevista, então, não é textão! Confiram!

Um dia posto as respostas completas, quem sabe...
Por ora, só tenho a agradecer a Sônia pela oportunidade. 


Inté,

Lica

7 comentários:

  1. Bom dia professora. A entrevista é bem esclarecedora. De fato em termos socioculturais as crianças observam as diversas letras existentes nas suas práticas de letramento. Esta semana eu estava passeando com meu sobrinho e ele estava querendo ler um outdoor e me pediu para ajudar. Eu também achava que não devíamos expor as crianças a tantos signos e que isso causaria muita confusão. Mas percebi agora que estou errado. Errado mesmo. Uma criança de 4 anos me chamou a atenção e a senhora demonstrou citando Cagliari que há uma articulação entre a categorização gráfica e a categorização funcional das letras no sistema. Devemos oferecer essa múltiplas possibilidades de acesso de forma contextualizada.

    Joston Darwin ABCB85

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    1. Oi, Joston!
      O que sei sobre isso não é só de leituras, estudos...sei das múltiplas experiências com as crianças. Elas nos ensinam muito se estivermos atentos e escutá-las, de fato.
      É isso mesmo, assim como seu sobrinho confirmou.
      Olhos e ouvidos atentos às crianças é fundamental para um bom educador!
      Lica

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  2. Olá professora e amig@s de Alfabetização e Letramento,
    Gostaria de destacar duas questões que observei na entrevista da professora: a primeira, é sobre o desenvolvimento feito durante o nosso curso, que partiu do espírito formativo, para nós, professores em formação, sobre a importância de perceber que é essencial partir da fundamental ideia fundamental que é “Alfabetizar letrando”, seja através dos poemas, catingas, tangolomangos, parlendas, trava-línguas, jogos, etc. Isto significa democratizar os saberes, trazendo uma imersão cultural e histórica para a sala de aula, que é essencial à prática alfabética e a conservação de nossa cultura requer. Com isso, se tem segundo aspecto citado na entrevista que é a experiência de conviver com os uso e prática do abecedário nordestino, que segundo observa a professora “Mas o abecê nordestino é portador de uma história e riqueza cultural, que, infelizmente, nosso país está apagando – por desconhecimento e/ou por preconceito”. Nessa riqueza cultural e histórica há as raízes formativas ao letramento para as crianças e adultos em alfabetização, cuja a leitura e da escrita falada no sertão nordestino pode reconstruir ativamente uma invenção histórica da nossa escrita alfabética. Como brinca Ariano Suassuna em A pedra do Reino, quando escreve “Primeiro: vocês sabem que as inscrições e desenhos petrográficos brasileiros e sertanejos são feitos com ‘letras do alfabeto fenício e da escrita demócrita do Egito’? Sabiam que existem, aqui no Sertão, inscrições com ‘caracteres da antiga escrita babilônica, chamada sumeriana’? Temos, também, alguns ‘escritos com hieróglifos egípcios’, outros cretenses, alguns da Cária — povo aliado dos Troianos, na Guerra de Troia —, da Ibéria e da Etrúria. Um antigo funcionário da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites encontrou, no Sertão, ruínas de uma Cidade, que julgou ser de origem fenícia”. Entre umas e outras estórias nordestinas, a ideia de “Alfabetizar letrando” se torna fundamental nas escolas.

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    1. Boa reflexão Carlos Eduardo, boas histórias nordestinas.

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  3. Oi, querida, Lica. Olha só, volto com novidades, agora estarei com uma turminha de Educação Infantil, um desafio muito novo para mim e que desejo muito dar conta de forma positiva. Sua entrevista é bem esclarecedora, pois como a gente conhece a importância de se alfabetizar com a letra bastão, acaba não oferecendo as demais letras em outros contextos. Entrevista muito boa, minha querida!! Parabéns, como sempre. Ah! Mandei um convite lá no Instagram. Bjs

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    1. Que bom que gostou, Susana!
      Fico feliz...
      Vai ser um desafio lindo, você vai ver... Eles dizem tantas coisas bacanas para nos guiar no processo de aprendizagem, se tivermos ouvidos para escutá-los.
      Tenho uns artigos sobre leitura e escrita na Educação Infantil... Quer o link?
      Mando logo:
      http://seer.fclar.unesp.br/iberoamericana/article/view/9196/6087

      https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/3578/pdf

      Um complementa ou outro...
      Beijos e boa sorte nesse novo desafio,
      Lica

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  4. Olá Pró!
    Adorei a entrevista, ainda mais quando a senhora fala que é possível sim ensinarmos as letras do alfabeto de forma contextualizada.
    É bom que as pessoas percebam que existem outros meios de ensinar o alfabeto sem ser do modo mecânico tradicional que a maioria de nós aprendemos. Como a senho mesma disse na entrevista: "temos um rico repertório da cultura popular e da literatura que traz as letras de forma lúdica, poética, como textos da tradição oral – adivinhas, parlendas, cantigas – e livros de alfabeto poéticos".
    Nós como educadores precisamos encontrar outros métodos de ensino que tragam sentido para os nossos educandos, algo que desperte o interesse deles, que se aproxime de sua realidade.
    Abs
    Vanessa Rocha Costa EDCB85 2018.1

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