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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Mostra do LAP

 Gente,

Posto aqui um compilado em vídeo da Mostra do LAP que realizamos em novembro com o intuito de divulgar mais o Laboratório e suas ações, bem como os acervos de jogos e materiais para alfabetização que são, hoje, parte desse espaço/projeto que coordeno na FACED/UFBA. 

Após toda Oficina, sempre fazemos uma pequena Mostra interna do que todos/as produziram. Mas, dessa vez, como tivemos recurso de um Apoio a ações pontuais de extensão da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal da Bahia  (PROEXT/UFBA), pudemos fazer uma Mostra do LAP, ampliada não apenas com os materiais produzidos pelas participantes da Oficina, mas também a exposição dos acervos do LAP, com jogos, materiais a partir da tradição oral e da literatura, sempre unindo cultura lúdica, práticas letradas e alfabetização. 

Confiram!


Se quiser ver mais postagens sobre a Oficina, vai lá nas Rede Sociais do LAP, aqui no Instagram ou no Facebook.


sexta-feira, 17 de março de 2023

Abecê nordestino no Congresso UFBA 2023

Apresentação sobre o abecê nordestino no Congresso da UFBA 2023. José Rêgo (Pinduka), mestre em educação (FACED/UFBA) e doutorando em Artes cênicas (ETUFBA), é também o mestre da Canastra Real: contos em cantos. Pesquisador do campo da cultura infantil, também é artista que performa iguarias do cancioneiro e da poética popular, em repertórios para crianças e adultos.



Foi uma apresentação interativa, unindo relato de estudos e pesquisa e deleites culturais. Desenvolvo desde 2017 um estudo e uma pesquisa empírica sobre nosso abecê, como vocês que acompanham aqui as postagens sabem, pois tem bastante coisas sobre isso no marcador "Abecê nordestino" aqui no blog.

A investigação, que é exploratória, qualitativa e envolveu pesquisa bibliográfica e empírica, ficou parada durante a pandemia, em razão de desafios acadêmicos, profissionais e também pessoais. E agora retomo-a para comunicar resultados. E junto-me a José Rêgo nesse interesse pelo modo de pronunciarmos as letras em nosso abecedário nordestino, que ainda dura e resiste na Bahia. Essa parceria só enriquece a discussão, que extrapola o campo da alfabetização, pois envolve nossa cultura, nossos falares, algo que diz respeito a todos e todas nós.


Nessa apresentação no Congresso UFBA, primeira mais formal que fazemos juntos (como casal, já falamos, cantamos e recitamos muito o nosso abecê em roda de amigos), mesmo abordando estudos de diversos campos que nos ajudam a defender a validade cultural e linguística de nosso abecê, bem como resultados e discussão de pesquisa, foi uma apresentação leve, costurada à fruição poético-musical, à brincadeira com a língua, à interação com o público, que foi ficando craque no abecê nordestino a cada provocação.

Para acordar o abecê dentro de nós, a língua em estado de jogo, mostrando que é mais fácil para os que aprenderam as letras nordestinas, mas também que, esquentando a cada estrofe, a tarefa ia ficando mais fácil, Pinduka abriu com o Galope à Beira Mar Soletrado, de Xangai e Ivanildo Vilanova, começando a conversa sobre tudo isso. Mas que soletrado difícil, até para os "falantes" do abecê nordestino!!! Como método de alfabetização, a soletração é um procedimento proscrito, mas como brinquedo da língua, nos desafia, traz esforço de driblar a língua e riso, muito riso!

A fruição reflexiva seguiu com o ABC do sertão casadinho com A letra é rê e não erre, de Nonói Contador de causos, o Noédson Valois, apurando com o público o sabor desse abecê, no canto e na poesia. É interessante notar que Luiz Gonzaga e Zé Dantas falam de um abecê que, ao mesmo tempo, exaltam como nordestinos, mas também veem "de fora", achando engraçado "ouvir-se tanto ê". Já Nonói é mais aguerrido, separando "nós" e "eles", nós cá falando fê, correto, e eles lá que "errem" com o erre, em uma defesa bem regionalista, de quem afirma, com razão, a beleza e a justeza de nosso abecedário.

Nossa defesa do abecê nordestino, que nada mais é que um abecedário em que oito letras têm nomes diferentes das do abecê dito oficial, não é regionalizante, que afirme uma identidade cultural própria, fechada em suas fronteiras, naturalizando os recortes geográficos e simbólicos ligados à ideia de região de Nordeste, que, como imaginário, como espaços simbólicos, são invenções, construções.

Mas tampouco queremos nos alinhar ao discurso que anula as heterogeneidades e a diversidade presentes nas especificidades das culturas regionais, em prol da nacionalidade ou de uma visada global universalista. Afirmar o regional sem ser regionalista é um equilíbrio que exige uma perspectiva menos estanque de analisar os fenômenos culturais.

Entretanto, feitas essas ressalvas, digo com Nonói: "A letra é rê e não erre! Garanto que não errei. [...] Se você prefere, erre! Com o rê não errarei."

Depois desse introito, que contou também com boas reflexões de Pinduka sobre o sabor de nosso abecê, apresentei o estudo e a pesquisa que desenvolvi (e ainda estou estudando) sobre o assunto. Eu trouxe brevemente os argumentos de diferentes campos do conhecimento que nos permitem argumentar sobre a legitimidade cultural e linguística desse abecê. A historiografia da alfabetização e do alfabeto, os estudos sobre variação linguística, pesquisas atuais sobre o papel do nome das letras na alfabetização inicial, nos ajudam a entender o que está em jogo nisso de termos dois abecedários diferentes no Brasil e permitem validar o nosso modo de nomear as letras, que não é invenção de nordestino iletrado nem obra de professoras leigas da zona rural nordestina, como se pensa muitas vezes. 


Nesses argumentos, a discussão sobre o princípio acrofônico se faz rainha, costurando tudo, todos os argumentos, pois, como diz Cagliari, ele é, ao mesmo tempo, a chave da constituição do sistema e da apropriação do funcionamento da escrita alfabética, ou seja, quando o sistema alfabético foi constituído com base nesse princípio, forneceu também a chave para a alfabetização. E o X da questão é justo esse, as letras nordestinas têm muito mais a ver com isso do que as letras ditas oficiais!!! Ao menos sete delas!

Bom, depois desse breve passeio pelos estudos que fiz, apresentei também o projeto e alguns dados da pesquisa realizada junto a docentes, que revelam que o abecê nordestino ainda está, sim, presente nas práticas alfabetizadoras, embora menos do que no passado, claro. Ideias advindas de desconhecimentos mostram que conhecer mais diversos elementos do nosso sistema de escrita ajuda a valorizar mais nosso abecê, para que ele possa seguir circulando nas escolas e não desaparecer, "colonizado" pelo abecê hegemônico, dito oficial, tido erroneamente como o correto, culto e belo.

E ao final da nossa apresentação, como toda situação de aprendizagem merece (rsrsrsrs), Pinduka fechou a mesa tomando a lição! E foi fácil, foi, com o Abecedário de Gerônimo, canto e resposta, e todo mundo craque no abecê!

Fizemos um compilado da apresentação, para vocês poderem ter um gostinho do que aconteceu lá, veja aqui.


E você aí? Já aprendeu o nosso abecê? Já começou a mudar seu conceito sobre ele?

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Minhas andanças em Minas

Olá, gente,
Folder da minha palestra no Ceale Debate
Faço esse post para registrar minha viagem a Minas, de 26/10 a 28/10/2018, a convite da FaE (Faculdade de Educação), da UFMG, através da professora Daniela Montuani. 

Fui falar no Ceale Debate, evento do Ceale - Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da FaE, coordenado, no momento, por Daniela, bem como apresentar minha pesquisa sobre jogos e materiais pedagógicos na alfabetização e fazer uma oficina de produção de material para a equipe de professoras de Lagoa Santa, município próximo a Belo Horizonte, onde a professora Magda Soares desenvolve um trabalho com a rede municipal de ensino, através do projeto Alfaletrar. 

Bom, mas como falei em Magda Soares...começarei por ela. Como ela não pôde participar dos eventos em questão, fomos visitá-la em sua casa em BH. Que pessoa encantadora e generosa...quis me conhecer ao vivo e me acolheu tão bem... Magda! Obrigada por tudo! E que escritório lindo! Quando eu crescer, quero ter um igual!!! :)  


Queria presentear Magda com um mimo pessoal e que tivesse a ver com nossa afinidade pela alfabetização. Então, dei a ela a capa da minha brochura (ainda a sair) sobre o abecê nordestino, feita especialmente para essa publicação pelo J. Borges e, claro, devidamente emoldurada e embalada, com cartãozinho de agradecimento. 

Depois de muitas conversas, era hora de voltar para nos preparar para o Ceale Debate. Ainda meio rouca...saída de um processo longo de rouquidão - fiquei até afônica! - e ainda que a voz não tivesse 100%, deu tudo certo! 

Minha fala foi sobre Textos poético-musicais da tradição oral na apropriação da linguagem escrita, como no Ceará, recentemente. Mas dessa vez, numa fala com maior duração...embora sem a Canastra Real! Mas Dani deu um jeito de arrumar um estudante da UFMG que fez o introito cantante para colocar a galera no clima. Obrigada, Maurício!

A mesa foi composta por mim e por Daniela, coordenadora atual do Ceale Debate.

Eu e Daniela Montuani

A palestra está disponível abaixo, ou aqui, em melhor resolução. Posteriormente, aqui.



No dia seguinte, partimos para Lagoa Santa, que é bem perto de BH, para fazer a Oficina de produção de materiais para as "meninas de Magda". Da parceria de Magda com a rede municipal de lá, através do projeto Alfaletrar, foi constituído um Núcleo de Alfabetização e Letramento na rede, e estão fazendo um trabalho coletivo e consistente de acompanhamento da alfabetização. As professoras já produzem jogos e materiais, seja a partir dos objetivos de aprendizagem, seja de dificuldades específicas que sua turma revela no decorrer do ano. Tanto essas produções de material, quanto o que produzem relativo à leitura literária, constituem dois eventos que acontecem cada um num ano: o Alfalendo, de literatura, e o Paralfaletrar, a mostra de jogos e materiais produzidos por elas. No ano que vem vou tentar ir no Paralfaletrar. Vamos ver!

Diante disso, a galera já tem a manha, e a oficina transcorreu de forma leve, apesar de rápida. Foi a própria Magda quem escolheu os materiais do meu acervo que seriam disponibilizados para elas produzirem na oficina. Algumas alunas da UFMG, especialmente as bolsistas de Daniela, participaram também. 




No outro dia, apresentei minha pesquisa na FaE, no Grupo de Pesquisa em Alfabetização, do Ceale (GPA/CEALE/FaE/UFMG). Foi muito bacana poder compartilhar a pesquisa com outros pesquisadores da área, ainda mais no Ceale - centro que é referência, junto com o CEEL, no campo da alfabetização no Brasil. É muito bom trocar com os pares que comungam das nossas concepções, epistemologia e posicionamento político quanto à alfabetização no nosso país. Assim, conheci as professoras Francisca Maciel (atual diretora do Ceale), Sara Mourão Monteiro, Isabel Frade, dentre outras.


Dani, eu, Isabel Frade e Francisca Maciel
Registro também a minha alegria de conhecer Isabel, que só via de longe nos eventos, e de ter podido, em off, conversar com ela também sobre a minha outra pesquisa - a do abecê nordestino - já que ela se dedica à história da alfabetização, dos materiais didáticos do passado.  

Depois disso, um passeio pela FaE, foto no grafite de Magda no pátio da Faculdade, e presentinhos... ganhei o Glossário Ceale e outros materiais lá para o Laboratório de Acervos Pedagógicos, lá da FACED/UFBA (projeto articulado a minha pesquisa). Mas, olha, ganhei queijo Canastra e goiabada Cascão também, viu? Porque ninguém é de ferro! Aliás, comemos muito bem esses dias, né, Dani?! Ô terra boa é Minas!

É isso, gente! Muito produtiva essa ida a Minas, à qual agradeço imensamente a Daniela Montuani, contando que teremos ainda outras trocas, parcerias, coisas em conjunto. Aliás, já temos duas publicações em vista! Um Dossiê de Alfabetização numa revista de lá, que ela está coordenando, e me convidou a submeter um artigo, e um livro cá, que estou organizando com Patrícia Camini (UFRGS), Gabriela Medeiros e Silvana Zasso (ambas da FURG/RS), e para o qual convidei Dani a participar também. Esse será sobre recursos didáticos. As coisas estão acontecendo!

E tudo começou (para isso aqui), a partir de uma entrevista comigo, que está postada lá no site do Alfaletrar, aqui. É só clicar em "saber mais" ali onde indica a minha entrevista "Alfabetização em jogo". Essa entrevista foi um convite de Sônia Madi, que trabalhava na plataforma Alfaletrar, antiga professora minha e também seguindo fazendo coisinhas juntas agora. Foi a partir dessa entrevista que Daniela fez o convite para tudo isso...e muito mais!


E assim, vamos nessas parcerias interinstitucionais, que nos ajudam a fortalecer as discussões comuns que nós nos empenhamos em fazer. Em outubro, parto para Pernambuco! Vou apresentar minha pesquisa lá no CEEL/UFPE, a convite de Carol, a Ana Carolina Perrusi Brandão, e participar de uma banca de doutorado de orientanda de Artur Gomes de Morais. Vamos que vamos! 

Inté o próximo post!

domingo, 13 de abril de 2014

Leitura e Escrita na Educação Infantil

Só para registrar, posto aqui a palestra que dei para o Fórum Baiano de Educação Infantil, sobre a leitura e a escrita nesse segmento. O momento é muito oportuno para essa discussão, já que com a Entrada da Educação Infantil no sistema de ensino, juntamente com as metas governamentais de alfabetização até os 8 anos (ou 6...essa seria outra discussão...) - ações muito positivas para a educação de nossas crianças - podemos também vislumbrar efeitos negativos dessa junção de ações.
 
Se não houver clareza sobre o trabalho com a leitura e escrita na Educação Infantil, corremos o risco de retomar práticas preparatórias exaustivas ou adiantar práticas do 1º ano do Ensino Fundamental, ferindo concepções de educação dos pequenos e princípios conquistados no trabalho com esse segmento, como a importância do brincar como cultura da infância e modo próprio de aprenderem.
 
Esse é o momento de discutirmos sobre como apresentar, de modo intencional, planejado, a cultura escrita para as crianças pequenas,  como uma prática sociocultural e objeto de conhecimento que lhes dizem respeito também, considerando, no entanto, seus modos de aprender, de construir os conhecimentos e as especificidades da Educação Infantil.
 
 
Abordando concepções e práticas, passeamos pela literatura, os gêneros textuais, a reflexão fonológica, as brincadeiras com a poesia oral, enfatizando o trabalho tanto em termos do letramento, do acesso à cultura escrita, quanto em relação à apropriação gradual do sistema de notação da língua. Acho que a conversa foi boa e espero poder continuar contribuindo com o debate!
 
É isso, minha gente!
Lica

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Publicação

Oi, gente!

Ando sumida, muito trabalho, reta final de redação da Tese para defesa lá para setembro. Por isso os posts estão rareados e só no Face de vez em quando aparece uma notícia...

Mas logo que essa correria acabar, volto ao blog com força total!

Escrevo hoje para divulgar o lançamento de uma publicação sobre Educação Infantil, que conta com um artigo meu. A publicação, contendo artigos de vários pesquisadores e professores, é intitulada "Estudos e Passagens do Proinfantil na Bahia". 


O meu artigo intitula-se "Tá iquito aqui! Eventos de letramento e as práticas de leitura e escrita antes da alfabetização". 

Esse é um artigo que escrevi já faz um tempo, um pouco depois da apresentação que fiz sobre eventos de letramento no SIEPE de 2010, que está postado aqui. Ele segue essa ideia de discutir sobre o tema a partir de eventos de letramento efetivamente vividos por meu filho Joaquim, minha enteada Dora e algumas outras crianças. Daí o "Tá iquito aqui", frase que ouvi muito de um e de outro e que agora ilustra e ilumina o título de minhas reflexões.

O artigo completo está disponível digitalmente aqui, na página 55 do livro.

Um abraço,
Lica


Referência completa: ARAUJO, L. C. . Tá iquito aqui! Eventos de letramento e as práticas de leitura e escrita antes da alfabetização. In: Mary de Andrade Arapiraca; Lícia Maria Freire Beltrão; Cleverson Suzart Silva. (Org.). Estudos e passagens do Proinfantil na Bahia. 01ed. Salvador: EDUFBA, 2012, p. 55-70.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais uma oficina aberta a todos

Parece que as vagas estão esgotadas também, gente!
A carga horária mudou, será também de 4h, já corrigi abaixo, e não de 8h. Mas aguardem, em breve prometo uma oficina com carga horária maior.


Olá, gente!
Para os que não conseguiram vaga na Oficina no Elege, não desanimem. Há outra chance e, dessa vez, a Oficina terá uma carga horária maior, 8h. Trata-se da Jornada Pedagógica do Departamento de Educação da UNEB, que acontecerá de 06 a 08 de outubro. 

Minha oficina será na sexta-feira, dia 07/10, de 08:o0h às 12:o0. Chama-se "Jogos e materiais para alfabetização em contexto de letramento literário" e será mais ou menos como a do Elege, sobre literatura e alfabetização, uma oficina para discutir, jogar, brincar.


Confiram informações sobre o evento, a programação completa e inscrições em http://www.jornadadedc1uneb.blogspot.com/. A inscrição para participação no evento é gratuita! 

Aproveitem!!!

Lica

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Oficina e lançamento da Brochura


Inscrições na oficina encerradas!!! Limite de vagas acabou! Mas quem quiser se inscrever no evento e aparecer no lançamento da brochura, ainda há tempo!


Oi, gente,

Finalmente um anúncio de oficina aberta ao público em geral. Embora curtinha, espero que seja proveitosa! 

Para os que estão em Salvador ou próximos, divulgo aqui o evento do Geling, grupo de estudos da Faculdade de Educação da UFBa, do qual faço parte como doutoranda da pós-graduação em Educação, de 28 de setembro a 01 de outubro de 2011. Trata-se do II Elege, Encontro de Leitura e Escrita do Geling, cujo tema este ano será: Janela da Alma – o que dizem teus olhos.


Confiram as informações sobre o evento em http://www.elege.ufba.br. As inscrições  estão abertas! E são gratuitas! Ao se inscrever no evento, vocês escolhem as oficinas, dentre as quais, lá estará a minha. Quem tiver interesse, fique ligado! 


Vou propor, no evento, uma oficina de jogos e materiais, na qual iremos jogar, brincar, ler, escutar, montar, em várias dinâmicas com textos, livros e materiais a partir de gêneros da tradição oral, de narrativas infantis e poemas. A oficina intitula-se Literatura e Alfabetização: jogos e materiais para alfabetização e letramento literário, e será no dia 30/09, sexta-feira, das 14 às 17:30h. Inscrevam-se!

No final da tarde, às 17:30h da mesma sexta-feira, acontecerá o lançamento da brochura referida no post anterior, "...Quem os desmafagafizar, bom desmafagafizador será: textos da tradição oral na alfabetização", com uma programação especial e disponibilização das brochuras para os inscritos no evento. 

Participem! 
Lica

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Brochura

Textos da Tradição Oral na Alfabetização

Pessoal!
Ficou pronta a brochurinha de minha autoria que estamos publicando pela Edufba, a editora da Universidade Federal da Bahia, intitulada "...Quem os desmafagafizar, bom desmafagafizador será: textos da tradição oral na alfabetização". Ela será lançada no ELEGE - II Encontro de Leitura e Escrita do GELING, (http://www.elege.ufba.br/), no dia 30/09, às 17:30h, na FACED/UFBa, no Vale do Canela.


A brochura traz algumas discussões sobre os textos da tradição oral que se sabe de cor no processo de alfabetização, sem perder de vista a sua origem e natureza oral, bem como propõe algumas atividades e materiais a partir desses textos: parlendas, trava-línguas, cantigas, quadrinhas, ditados populares, adivinhas. O título e a ilustração da capa trazem o mafagafo, personagem de um trava-língua conhecido, fazendo referência aos desafios que lanço aos professores, em sua tarefa de alfabetizar em contexto de letramento, articulando, em diversos níveis, a oralidade e a escrita. 

A brochura é uma pequena compilação de textos que eu costumava usar e disponibilizar em minhas aulas e oficinas, agora apresentados organizados numa publicação. A ideia de publicar esse meu material foi de Mary Arapiraca, que organizou a brochura e deu a maior força para a sua publicação.

Esse passo nos deu a ideia de fazer um livro sobre o assunto, que já estamos começando a elaborar. O livro será mais completo, com o desenvolvimento de algumas discussões apenas esboçadas na presente brochura, e com mais ideias de atividades, materiais, jogos, bem como fotos do acervo de materiais que se refere aos textos desses gêneros. Será bem mais completo! A brochura, assim, é uma prévia do que será o nosso livro, e já dá para dar alguma ideia do que será e mostrar o rumo das discussões.

Estou contente com essa pequena publicação, que ajuda a divulgar mais o meu trabalho, o blog, os materiais. A brochura está sendo disponibilizada para alunos de alguns cursos ligados à Faced/UFBa e em outros contextos, como eventos – a exemplo do Proler de Araxá, do qual participei recentemente – escolas, faculdades particulares etc. E também aos participantes do II Elege, que acontecerá entre 28 de setembro e 1° de outubro.

Agradeço a Mary pelo empenho na organização, no levantamento de recursos para o projeto e nessa etapa de divulgação. Obrigada, querida...é mais um de nossos filhotes!

Quero agradecer também a Lícia Beltrão, pela inspiração em tudo o que diz respeito à leitura e escrita, a Ricardo Sans por viajar e imaginar a possível figura de um mafagafo para a capa, e a Álvaro pela revisão atenciosa. Agradeço também ao pessoal da Edufba que, além de fazer o seu trabalho, acolheu nossas demandas e reviravoltas com disponibilidade. Inclusive as peraltices do saci, que embaralhava as letras todas, mal terminadas as revisões.

Agradeço por fim a meu marido, Zé, ou Pinduca, como alguns de vocês o conhecem, especialmente pelas afinidades nas artes de educar e no educar pelas artes, belezas e riso; e ao meu filho, Joaquim, que me ensina todo dia sobre as coisas que outrora eu apenas ouvia dizer, observava assistematicamente, lia, estudava, em matéria de linguagem. Em tudo tem ele...desde ele.

É isso, gente! Fiz com carinho, espero que façam bom proveito.
Lica 

sábado, 20 de agosto de 2011

PROLER

11° Proler em Araxá/MG
Gente,
Fui convidada a propor uma Oficina de Jogos e Materiais para Alfabetização no Proler de Araxá, em Minas, evento que acontece de 22 a 26/08, semana que vem. O tema do evento esse ano é "Leitura Literárias: sujeitos, linguagens e diversidade". 

Essa participação no Proler, evento ligado ao fomento da leitura e da literatura, caiu bem nesse momento em que estou ocupada em produzir mais materiais a partir de livros de literatura infantil e, mais recentemente, a partir da poesia, com os Arquivos Poéticos. 

Fico feliz de poder fazer parte da discussão sobre a importância da leitura literária e sobre as nuances de seus modos de acontecer na escola.

Vejam o cartaz:


Bom, esse post foi para dar notícia sobre as Oficinas e mostrar que não estou parada, apesar de estar dando um tempo nas oficinas mais longas, devido ao doutorado. 

Para quem mora aqui por perto, aguardem, estou elaborando um projetinho para oferecer, quando possível, uma Oficina de Literatura e Alfabetização, com muita fruição de textos, contações de história, provocações poéticas e produção de materiais. 

Enquanto não acontece, fiquem ligados(as) na programação do ELEGE, II Encontro de Leitura e Escrita do Geling, evento do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação e Linguagem (GELING/CNPq), no qual devo propor uma oficina também. O evento acontecerá no final de setembro na Faced/UFBA e as inscrições já estão abertas, gratuitas (http://www.elege.ufba.br).

É isso... 
Inté,
Lica

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SIEPE 2010 - Oficina e Ciranda Reflexiva

Oi, gente,
Fui convidada pelo professor Paulo Gurgel e pelo Geling – Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação e Linguagem (ligado ao Programa de Pós-Graduação, Faced/UFBa), do qual faço parte, a realizar uma Oficina de Materiais de Alfabetização no II SIEPE – Seminário Integrado, Ensino, Pesquisa e Extensão. O evento foi realizado na Faculdade de Educação da UFBa, de 27 a 30 de setembro de 2010. A Oficina teve duração de 5h, em duas noites do evento. Um tanto rapidinho, mas deu para dar um gostinho...
Levei alguns dos materiais de meu acervo (não todos, pois não dá, são muitos!!!) e foi bem bacana. Vimos os materiais, manipulamos, jogamos, conversamos sobre eles, contextualizando-os nas discussões sobre alfabetização e letramento. Foram materiais a partir de textos da tradição oral, da literatura infantil, dos quadrinhos, filmes e também jogos fonológicos, dentre outros.
Sempre é uma oportunidade de divulgar o trabalho e de compartilhar com mais gente os materiais e ideias. Minha caixa letrada, nas duas noites da oficina, deixava curiosos pelo corredor.
http://rkioko.blogspot.com
No evento, além da Oficina, participei, junto com Mary Arapiraca, professora da Faced, da Ciranda Reflexiva intitulada Eventos de Letramento. Conversamos sobre o tema a partir de textos, imagens, vídeos e trazendo muitos exemplos de eventos de letramentos das crianças com as quais convivemos, meu filho, os netos de Mary, dentre outras ocorrências que ilustravam a discussão. Eu, como mãe-pesquisadora, registro em um caderninho os eventos interessantes de Joaquim em torno da escrita, leitura e das linguagens em geral. Fiquei contente de poder utilizar esses registros, memórias, essas anetodas de família, em uma apresentação. Mary também, que tem os eventos envolvendo os seus netos gravados em arquivos e em vídeo.
Enfim, como prometido aos que lá estavam presentes, seguem abaixo os slides nos quais baseamos nossa fala. Para os que não estavam, é uma oportunidade de ver um pouquinho do que fizemos por lá. Ressalto, no entanto, que muito do que mostramos e falamos não está posto aí. Ficaram no evento vivido, no acontecimento precipitado naquela manhã de quarta-feira. Ficarei devendo o filme de Mila lendo, ainda sem saber ler, o livro Bruxa, Bruxa.
Até a próxima,
Lica
Os slides estão no link:

sábado, 22 de maio de 2010

Seminário de Alfabetização e Letramento

Oi, pessoas,
Esse post é para compartilhar com vocês a participação dos jogos e materiais em um seminário, o I SENAL - Seminário Nacional de Alfabetização e Letramento, que aconteceu de 18/05 a 21/05, em Itabaiana/SE, cidade próxima a Aracaju, onde há um campus da Universidade Federal de Sergipe. O evento teve como tema "Oralide e Escrita em suas múltiplas dimensões", com a participação de diversos palestrantes interessante, em especial a Profa. Leda Tfouni, pesquisadora importantíssima na área de Letramento.
Nas sessões de Comunicação, além de um artigo referente a minha pesquisa de Doutorado, apresentei, também um trabalho intitulado "Jogos e materiais para alfabetização em contextos de múltiplos letramentos", abordando questões referentes aos materiais para alfabetização, que embasam sua utilização. O artigo foi produzido e apresentado em co-autoria com a Profa. Mary Arapiraca, da Faculdade de Educação/UFBA.
Vocês podem conferir o artigo completo abaixo ou no link:
Vocês podem conferir também os slides da apresentação, com fotos e pequeno texto introdutório, no seguinte link:
http://www.slideshare.net/Licaraujo/slides-jogos-senal-4111296
Por ora, é isso. Em breve, novos posts, novos materiais, novas atividades... Aguardem!
Lica